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September 22, 2010

The secret of the easy yoke - II

Como disse no primeiro post, eu pensei em escrever sobre a falta de motivação para escrever. O tema não é novo, o Qoheleth de Eclesiastes abordou o tema de maneira sublime (Ecl 12:12). Essa série de posts não é um estudo aprofundado sobre espiritualidade mas sim uma confissão. Espero que não fique um post narcisista, como tantos milhões de blog posts são, e se soar muito adolescente ignorá-lo.

No fim do meu ano sabático eu comecei a ler a Noite Escura da Alma. Naquele ano tinha lido bastante, mas a Noite Escura da Alma tava na minha lista e aproveitei que ele estava na biblioteca da escola onde eu estava. Infelizmente tive de voltar para o Brasil e fiquei sem ler o livro todo. No Brasil senti o que estava descrito nas primeiras páginas do livro, mas não entendi muito bem o que estava acontecendo comigo. Me senti completamente vazio, oco, sem vontade de escrever, sem entusiasmo algum. Eis o motivo da falta de posts, eu não tinha vontade nem criatividade pra escrever.

Fui me arrastando por dois anos na mesma condição até que decidi ler Celebração da Disciplina, do Foster. Como eu disse antes, isso é uma confissão, sei que Celebração da disciplina é um clássico e eu deveria te lido antes. O decadente Doug havia me indicado muito tempo. Mas eu li outros clássicos, Gregório de Nissa por exemplo. Enfim, comprei o livro e não senti vontade de ler. Pior, acabei perdendo o livro. Perder um livro sobre disciplina ilustra bem minha situação. Enfim, viajei pra Burkina Faso e encontrei o livro do Foster . Uma missionária, amiga dele, me emprestou o livro. Dessa vez eu li e tentei praticar um pouco de cada disciplina. Quando cheguei na Displina da Solitude parecia que eu estava lendo uma descricão do que eu estava vivendo. Foster considera que a Noite Escura da Álma é algo positivo, ele a explica que o processo, no entanto, não é fácil:

Que significa entrar na noite escura da alma? Pode ser um senso de aridez, de depressão, até mesmo o de sentir-se perdido. Ela nos despoja da dependência excessiva à vida emocional. A noção, tantas vezes ouvida hoje, de que tais experiências podem ser evitadas e que devíamos viver em paz e conforto, alegria e celebração revela o fato de que muito da experiência contemporânea não passa de sentimentalismo superficial. A noite escura é um dos meios de Deus levar-nos à tranqüilidade, à calma, de modo que ele possa operar a transformação interior da alma. Como se expressa essa noite escura na vida diária? Quando se busca seriamente a solitude, geralmente um fluxo de êxito inicial e então um desânimo inevitável - e com ele um desejo de abandonar por completo a busca. Os sentimentos vão-se embora e fica o senso de que não alcançamos Deus.

Descrição perfeita do que estava acontecendo comigo. Enquanto lia o livro percebi que tinha passado da fase da Noite escura, tanto que tive vontade de ler o livro. Se eu soubesse antes talves seria menos penoso passar por dois anos de apatia. Mas vou encerrando por aqui e no próximo post vou escrever mais sobre a Noite Escura da Alma e como eu "experimentei"

ela.

1 Comentários:

Vinícius said...

assino em baixo, sinto a mesma coisa...

abraços